segunda-feira, 30 de março de 2026

"IDENTIDAD EN CENA EN BRASIL" - Exposição individual de Carmen Herrera Nolorve na Sala NUPPE da Casa da Cultura

Confira a programação: 




Identidad en escena en Brasil

 En el retrato contemporáneo, la identidad ya no se presenta como una verdad fija o una esencia por descubrir, sino más bien como una pregunta abierta. Lejos de las intenciones tradicionales de consolidar una imagen reconocible, el retrato actual se ha transformado en un espacio de interrogación constante sobre lo que significa ser, pertenecer y representarse.

Hoy en día, esta práctica se despliega como un campo de resistencia y deconstrucción, profundamente atravesado por dimensiones sociales, culturales y políticas. El retrato ya no busca afirmar, sino desestabilizar, no representar lo que es, sino explorar lo que se puede llegar a ser. En este contexto, la imagen identitaria se convierte en herramienta de comunicación, lucha, reconocimiento y emancipación.

La identidad, desde una mirada contemporánea, se concibe como una experiencia performativa : fluida, múltiple, atravesada por el entorno socio-geográfico, la historia personal, la cultura y las memorias – individuales y colectivas-. Es una construcción que transita de lo íntimo hacia lo público, adquiriendo en su camino una serie de roles que rompen con los códigos visuales y normativos heredados.

Identidad en escena es un proyecto que articula estos cuestionamientos desde la deconstrucción y construcción. A través de una serie de retratos sin rostro, atemporales y simbólicamente cargados, la artista encarna distintas identidades femenina híbridas que coexisten en ella misma. Estas estampas no buscan afirmar una identidad única, sino visibilizar universos internos que emergen desde el gesto, el cuerpo, el silencio. La escena se convierte en un espejo fragmentado desde el cual se plantea una doble pregunta : ¿ Quiénes somos ? y Cómo nos ven los otros ?

Lejos de ofrecer respuestas definitivas, la obra invita al espectador a imaginar, completar y proyectarse, abriendo un espacio poético donde la identidad se escenifica como posibilidad de una constante transformación.

 





 

segunda-feira, 16 de março de 2026

"ENTRES: POÉTICA DA ESPERA" - Exposição Individual de Jane Côbo na Sala de Experimentações Visuais da Casa da Cultura de Uberlândia

 ENTRES: Poética da espera 

A artista Jane Côbo apresenta uma exposição que atravessa os ciclos da vida, a impermanência e a delicadeza dos corpos efêmeros.

Com curadoria de Aninha Duarte, a mostra propõe reflexões sobre o feminino, a vida e a finitude, elegendo a flor como símbolo central. Entre caules, troncos e folhas, a artista percorre memórias e imaginação, revelando o tempo tecido nas raízes que transformam paisagens e sentimentos.





quinta-feira, 12 de março de 2026

Duas exposições individuais de Sérgio Rodrigues abordam a relação entre Carnaval e Pintura

 Nos meses de fevereiro e março, o pesquisador do NUPPE Sérgio Rodrigues realizou duas exposições individuais na cidade de Uberlândia, com obras que discutem sua poética pessoal - a visualidade dos desfiles de Escolas de Samba - por meio da pintura instalada. A exposição "Reflexos de outros carnavais" aconteceu de 02/02 a 03/03, na Galeria Lourdes Saraiva, localizada na Oficina Cultural de Uberlândia.  Já a exposição "Caleidoscópio de Cores" acontece de 12/02 a 20/03 na Sala NUPPE, da Casa da Cultura.

Confira os convites:





quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

"CONSTELAÇÕES ESTELARES", EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL DE DARLI DE OLIVEIRA NA SALA NUPPE

 




            A exposição Constelações Estelares conduz o público por uma jornada visual que une a mística da mitologia às memórias arqueológicas. Utilizando técnicas inovadoras de tingimentos ferruginosos, Darli de Oliveira cria pinturas onde formas enigmáticas e criaturas surgem como verdadeiras constelações no tecido da memória.

          Cada obra é um convite para mergulhar em um passado onde mito e história se entrelaçam em pura poesia visual.




segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

SIMPÓSIO DO NUPPE 2025: PINTURA EM DEBATE / SABERES EM PROCESSO

 Nos dias 06 e 07 de novembro, o NUPPE realizou seu VI Simpósio, no auditório do MUnA (Museu Universitário de Arte - UFU).

 Criamos uma página especial no blog com as ações realizadas no evento. Confira!




EXPOSIÇÕES DO NUPPE: NOVEMBRO / 2025

 No mês de novembro, mostras  de artistas do NUPPE iniciadas no final de outubro seguiram em exposição, enquanto outras iniciaram do decorrer do mês, conforme convites a seguir:




Exposições iniciadas em novembro:








EXPOSIÇÕES DO NUPPE: AGOSTO, SETEMBRO E OUTUBRO DE 2025

Ao longo dos meses de agosto, setembro e outubro de 2025, os membros no NUPPE realizaram exposições individuais e coletivas,  conforme os convites a seguir:




    















terça-feira, 16 de setembro de 2025

"Hierofanias e Epifanias": Exposicão individual de Aninha Duarte na Galeria de Arte do Centro Municipal de Cultura / Uberlândia


            A exposição HIEROFANIAS E EPIFANIAS reúne um conjunto de trabalhos que evocam imagens de caráter autobiográfico, nascidas da confluência entre memórias individuais e coletivas, a partir de narrativas que emergem de relatos inscritos em histórias ex-votivas e literaturas hagiográficas, bem como em lugares consagrados pela experiência do sagrado.
              Nessa mostra, tais narrativas se corporificam em objetos, pinturas, aquarelas e bordados que transfiguram mistérios em presenças sensíveis, carregadas de símbolos e signos. As obras se impregnam de iconografias que iluminam fragmentos de fé, registros de graças alcançadas e manifestações miraculosas que perduram no tempo.


 

segunda-feira, 9 de junho de 2025

"NÃO TÃO LONGE DA PELE": EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL DE BARBARA LANGONI NA SALA NUPPE



 

"CIDADES OXIDADAS: DESDOBRAMENTOS": EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL DE ROSEMÁRIO SOUZA NO ESPAÇO ITV CULTURAL


Cidades Oxidadas: Desdobramentos

Os trabalhos presentes nessa mostra situam-se no âmbito da arte contemporânea e são construídos através de processos químicos e industriais severos, envolvendo ácidos, superfícies metálicas, cortes, dobras, lixas, riscos, perfurações - engendrando-se numa  tentativa de controle para resultar na exploração da materialidade pictórica como território expressivo. 

Cidades Oxidadas é um trabalho que evoca a temática urbana como objeto para versar sobre tempo, memória, transformação, desolação. Executadas com as texturas ferruginosas infligidas ao aço carbono, as imagens remetem a cidades corroídas, decadentes, inóspitas. A ausência de pessoas é notória, em paisagens urbanas quase claustrofóbicas; os tons marrom-amarelados e acinzentados predominantes potencializam uma aura de inércia e abandono. Apesar de tudo, há também um tom de resiliência: uma denúncia silenciosa, cujas entrelinhas carregam alguma esperança. 

Os desdobramentos dessa pesquisa, iniciada em 2016, passam por alguns momentos distintos, entre abordagens e formatos, até a fase mais recente, na qual ocorre uma desconstrução das imagens, com a perda da perspectiva e padronização dos elementos, levando a uma 'bidimensionalização' das imagens.

Esse trabalho foi produzido dentro  da linha de pesquisa Materialidade Pictórica do Núcleo de Pesquisa em Pintura e Ensino (NUPPE).


 

quinta-feira, 13 de março de 2025

EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL DE ANINHA DUARTE: "PINTURAS: MATERIALIDADES, HIEROFANIAS", NA SALA NUPPE.

Confira a programação:


Cortar, ferir, cicatrizar, raspar, rasgar, transferir, queimar, provocar a matéria, são ações de embates   que orientam a criação das imagens pictóricas que compõem a mostra “Pinturas. Materialidades. Hierofanias”.
Essa mostra tem como intento explorar a materialidade pictórica por meio de procedimentos residuais da encáustica e o uso de transfer.  Nessa pesquisa, a matéria entra em vários processos de transformações, do líquido ao solido, do quente ao frio, do opaco ao translúcido, do velar ao revelar, da delicadeza à agressão, da harmonia à desarmonia, da submissão à rebeldia. 
 Os materiais usados nas composições são a parafina, cera de abelha, cinza, cal, gesso, imagens impressas e isopor. A cor é adquirida por meio da têmpera vinílica feita com pigmentos naturais. 
O objetivo poético é reflexionar sobre alguns sentidos  das memórias individual e coletiva, de representações/simulacros da dor, da morte e da fragilidade da vida. O recorte recai sobremaneira  sobre os signos e símbolos advindos do imaginário ex-votivo situado dentro da religiosidade cultural da fé católica “popular”.

Curadoria
Graça Teixeira e Aninha Duarte

 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

EXPOSIÇÃO "[IN]VOCAÇÃO", DE FLAVIANE MALAQUIAS, NO ITV CULTURAL


A exposição INvocação convida o espectador à reflexão das ações de agentes negros da cultura popular presente na cidade de Uberlândia que são representatividade na dança, na música e na capoeira. Do movimento do corpo à sonoridade dos instrumentos cada figura representada representa seu ser/estar no mundo e as transformações sociais que suas ações artísticas e culturais produzem no meio em que circundam. Representados estão os golpes de capoeira, a presença da rítmica dos instrumentos da capoeira, a dança afro-contemporânea, o hip hop, o tango e a música.

O termo INocação aqui se coloca como um trocadilho da vocação enquanto palavra que tem origem no latim “vocare”, que significa “chamar”, no sentido da essência e habilidade intrínseca à cada sujeito representado, bem como invocação pode assumir seus significados e conotações no sentido espiritual, emocional e de celebração no sentido de clamar.

As figuras representadas trazem em si conexões com o divino, por meio da ritualidade da capoeira e sua ancestralidade, e das forças presentes na memória de pessoas que já partiram, mas que deixaram, e ainda deixam, um legado de inspiração por meio da música e da dança.

Ao registrar essas figuras em silhuetas negras, a artista faz em suas criações invocação à memória dos sujeitos que carregam consigo a grandiosidade do saber ancestral conectando o mundo imaterial ao material, de forma a celebrar conquistas por eles produzidos no campo das artes e da cultura da cidade, e clamar para a continuidade de suas ações.

Flaviane Malaquias



 

EXPOSIÇÃO COLETIVA "AQUARELAS", NA SALA NUPPE.





 

sábado, 2 de novembro de 2024

EXPOSIÇÃO "ADEREÇARIA CONGADEIRA", DE SÉRGIO RODRIGUES, NA SALA NUPPE - 14/10 a 13/11/24



          A secular Festa do Congado (ou Congada) de Uberlândia acontece nos meses de outubro, atravessando as ruas centrais da cidade com a batida grave de seus tambores, o tilintar metálico das gungas e patagongas, e o colorido intenso que caracteriza os grupos (ternos) de marinheiros, catupés, moçambiques e congos.
           Nos cortejos dançantes em louvação à Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, destacam-se os adereços carregados de simbologias, ornados com flores, fitas, pedrarias e tecidos brilhantes, em feitios artesanais que se conectam às festividades da cultura popular brasileira.
       Na pesquisa acadêmica e visual de Sérgio Rodrigues, as Escolas de Samba e sua visualidade ganham ênfase. Atuante nos festejos carnavalescos da cidade, o artista lança seus olhares para o Congado, principal expressão popular de Uberlândia, interessado na diversidade de texturas, sobreposições e efeitos visuais dos adereços que integram a indumentária dos congadeiros e também os estandartes que identificam os ternos. 
          Através da fotografia, registra a materialidade pictórica de chapéus, mantos, coroas e brasões, que assumem múltiplos sentidos em seu contexto original. Recortados deste, estes elementos transbordam para novas possibilidades de leitura e apreciação estética.
         A exposição reúne fotografias realizadas ao longo de seis anos acompanhando os cortejos, onde os fiéis são identificados não pela sua face, mas pelas cores de seus trajes (que os conectam ao terno ao qual pertencem) e pelo design de seus ornamentos e acessórios, que podem ou não seguir o padrão de seu grupo. Assim, o conjunto de imagens nos permite também refletir sobre as relações de identidade e alteridade que marcam a vida social e estão refletidas também nas expressões culturais.  
(Outubro / 2024)


 



segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Lançamento da 2ª Edição do livro "Pintura: Pensamentos e Movências", do NUPPE.


A nova edição do Livro "Pintura: Pensamentos e Movências" foi realizada pela CRV editora, e pode ser adquirida em versão impressa ou digital.


 

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

EXPOSIÇÃO COLETIVA NA SALA NUPPE: "PINTURA DE CÂMARA"




       A Exposição “Pinturas de Câmara” reúne um conjunto de pinturas, em pequenos formatos, realizada por artistas integrantes do Núcleo de Pesquisa em Pintura e Ensino - NUPPE / IARTE/UFU.

            Cada artista mostra, por meio de pequenos trabalhos, fragmentos de suas investigações poéticas, partindo das diferentes perspectivas do pensar a linguagem da pintura.

          São trabalhos intimistas que convidam o espectador a observar mais de perto detalhes sutis da matéria, formas e cores usadas nas composições.



 

quinta-feira, 29 de agosto de 2024

"POÉTICAS DA NATUREZA", de Darli Oliveira. Exposição Individual no ESPAÇO ITV Cultural


 POÉTICA DA NATUREZA


Poética da   Natureza é uma exposição da artista DARLI OLIVEIRA. Suas obras estão geralmente relacionadas à natureza.  Nelas vemos uma diversidade de elementos naturais tais como folhas, pequenos galhos de arvoredos, areia, pedras, além de vários outros materiais in natura. De forma eventual, a artista usa também alguns objetos industrializados.  No sentido poético, as obras possuem um diálogo direto com o tempo decorrido, a memória, o arquivo e a coleção.

 Não é muito afirmarmos que essa artista possui   um primoroso e ousado domínio da materialidade pictórica em diálogos com a pintura e objeto. As obras aqui expostas presentificam momentos de fortes embates com a matéria e momentos de repouso, serenidade e delicadeza.

terça-feira, 2 de julho de 2024

"AONDE EXISTE FLORES": Exposição Individual de Roberta Melo, na Sala NUPPE - Casa da Cultura de Uberlândia


 AONDE EXISTE FLORES

Roberta Melo

         “Aonde existe flores” é a retrospectiva de um recorte da produção artística de Roberta Melo em suas investigações no campo da pintura em interface com outras linguagens visuais. 
         Vemos, no conjunto apresentado, obras que transitam entre a bi e a tridimensão, nas quais a artista traz diferentes nuances do seu objeto de pesquisa nos últimos anos. Sua poética parte de inquietações sobre o feminino, que encontra no simbolismo das flores a sua via de expressão.

          A presentificação matérica e sua transitoriedade mediante sua manipulação ou mesmo à ação do tempo, a desconstrução e reconfiguração da forma, as possibilidades de cromatismos resultantes do velar e revelar de seus processos construtivos são recursos estéticos que a artista escolhe para problematizar a relação metafórica que aproxima as flores aos diferentes vieses do feminino, e através dos quais nos convida a um olhar aproximado para essas questões que permeiam o particular e o universal.

Sérgio Rodrigues